É ISSO. Quando a formatura policial é feita tardiamente, obviamente que as ordens também chegam tarde tanto aos agentes como nas próprias Esquadras. Foi isso que aconteceu ontem, na Beira, quando o Estrela Vermelha recebeu o Chibuto FC para o jogo do Moçambola, pois, só na etapa complementar é que os beirenses ‘’acordaram’’ a ponto de se constituírem numa verdadeira equipa e, fruto disso, empatar a partida já na ponta final, isto é, aos 90 minutos.
O Chibuto entrou à moda de líder, ou seja, a assumir se como dono de casa em terreno alheio ante um adversário que, a priori, deveria ser líder dentro do campo entanto que dono de casa.
Com um meio-campo mais adulto, os visitantes criaram sérios problemas aos ‘’policias’’ do Chiveve mas a não terem, tal como estes, uma clarividência atacante, sobretudo no remate final.
Enquanto isto, o Estrela Vermelha tentava a medida do possível chegar ao reduto recuado dos chibutenses mas sem nexo e muito menos objectividade, pois havia pressa demasiada em muitos lances.
Aos 34 minutos surgiu o golo do Chibuto FC. Contra-ataque rápido dos visitantes e um defensor local trava em falta um contrário á entrada da área. Chamado a cobrar o castigo, Johane fê-lo com mestria, como lhe é peculiar, e o guardião Tchandó nem sequer se fez ao lance porque em nada valia. Era o 0-1 para a festa dos afectos aos homens de Gaza, incluindo uma claque de cerca de 100 adeptos trajados a rigor.
Posto isto, o Estrela Vermelha tentou correr atrás do prejuízo mas de nada valeram as iniciativas individuais de alguns dos seus atletas, a exemplo do ‘’capitão’’ ‘Óscar. Havia, em suma, muita falta de clarividência e fraca interpretação táctico-técnico das jogadas construídas até ao intervalo.
No reatamento, a equipa da casa fez algumas alterações que, efectivamente, trouxeram algo vistoso para o sistema ofensivo. Houve, assim, frescura atacante e relançamento de esperança de algo positivo que iria acontecer, sobretudo quando Tualufo entrou em campo para o lugar de Luís.
Com o publico ávido e a puxar pelos locais, o combinado dirigido pelo técnico Rogério Tchapo, na impossibilidade de Abdul Omar assumir o ‘’banco’’ devido a suspensão, o Estrela Vermelha criou grandes dissabores ao reduto recuado dos treinados por Vítor Pontes pecando, muitas vezes na finalização.
Enquanto o Chibuto FC ia jogando à ‘’conta-gotas’’, sempre tentando puxar por Johane, a sua estrela, os locais engrossaram a sua linha ofensiva com jogadas bastante venenosas a ponto de aos 90 minutos numa jogada de contra-ataque que culminou com um cruzamento milimétrico do lado direito para o interior de área, surgir o cabeceamento vitorioso de Delfino (que também entrou a substituir Buda) para o gáudio dos beirenses. Foi grande delírio tanto por parte dos jogadores como do público não só afecto ao Estrela mas também presente no campo, dado que se tratava do golo da equipa de casa.
De nada valêramos quatro minutos de compensação dados pela arbitragem pois tudo acabou sendo o empate, numa partida em que os homens de apito tiveram um trabalho aceitável.
FICHA TÉCNICA
ÁRBITRO: Arão Júnior, auxiliado por Baltazar Hilário e Paulo Justino. José Oliveira foi o quarto
E.VERMELHA: Tchandó, Johane, Santos, Hagy, Luís (Tualufo), Óscar, Carlos, Buda (Delfino), Bheu, Dário e Zuneid (Betinho)
CHIBUTO FC: Zacarias, Nito, Lolá (Belo), Palotão, Johane, Stanley, Mambucho (Gitinho), Nhabanga, Bush, Mustafá (Jossias) e Silva
Amarelo para Palotão
FICHA TÉCNICA
ÁRBITRO: Arão Júnior, auxiliado por Baltazar Hilário e Paulo Justino. José Oliveira foi o quarto.
E.VERMELHA: Tchandó, Johane, Santos, Hagy, Luís (Tualufo), Óscar, Carlos, Buda (Delfino), Bheu, Dário e Zuneid (Betinho).
CHIBUTO FC: Zacarias, Nito, Lolá (Belo), Palotão, Johane, Stanley, Mambucho (Gitinho), Nhabanga, Bush, Mustafá (Jossias) e Silva.
Fonte:Jornal Noticias